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A Pérola verdadeira
 
e a Pérola falsa
 

 
“O verdadeiro conhecimento espiritual é como uma pérola autêntica de inestimável valor, que torna aquele que a possui dono de uma preciosidade. O falso conhecimento é como uma pérola falsa, pela qual se pagou uma fortuna, acreditando-se ser verdadeira. Um dia, descobre-se o engano.”

 
 
 
A teoria e a prática espiritual
 
Se uma pessoa souber tudo o que existe numa enciclopédia, isso não fará dela um sábio. Se ler todos os tomos de filosofia, isso não fará dela um filósofo. Se estudar todo o ensinamento espiritual dos Mestres Ascensos, isso não fará dela um discípulo, um santo ou um mestre.

Uma pessoa pode ser geneticamente predisposta a tornar-se um excelente atleta. Mas isso não fará dela um atleta. Bons professores, conhecimento da técnica e observação ajudam, mas o que a tornará campeã é a prática, o exercício constante, a dedicação e a determinação de bater seus próprios recordes.

Na vida, quem quiser dominar, de fato, uma área do conhecimento, terá que praticar o que sabe, exercitar-se e colocar à prova, na prática, a teoria estudada. No universo do conhecimento espiritual também é assim.

Teoria, informação, textos, cursos podem ser alavancas para iniciar e impulsionar o processo da busca do verdadeiro conhecimento espiritual, mas apenas isso. Para se chegar a ele é necessário que se pratique, dia após dia, até alcançá-lo.

O conhecimento espiritual desvinculado da prática, da vivência, é estéril, além de ser passível de ser distorcido. Um ensinamento que não é praticado, geralmente é incompreendido. Para se chegar ao verdadeiro conhecimento espiritual é preciso ser capaz de torná-lo vivo, ou ele se perderá. Aplicado, torna-se sabedoria, que está associada ao ato de aplicar de forma correta o conhecimento.

O homem, quando se propõe viver o verdadeiro conhecimento espiritual, aperfeiçoa-se nesse processo, aprimora-se, eleva-se, santifica-se. O verdadeiro conhecimento faz com que ele busque substituir os aspectos inferiores da sua natureza humana pelos aspectos superiores da sua natureza divina, latente dentro do seu ser, num processo constante de santificação. Esse processo é conhecido como “troca de vestes”, e pode ser realizado em cada minuto da vida. A “troca de vestes” é o primeiro fruto do verdadeiro aprendizado espiritual.

O  conhecimento espiritual verdadeiro é conquistado no íntimo da alma. Ele pode ser alcançado nos momentos mais simples e comuns da vida. Pode ser acessado naquele momento precioso quando, em meio a uma mala de roupas para lavar, na agitação do trânsito no final do dia, numa longa fila, À espera de ser atendido, algo imaterial é capturado pela atenção do buscador. Então, um pequeno gesto, um olhar, uma simples palavra, pode revelar, com delicadeza, que algo do céu materializou-se ali, naquele coração, embora ninguém tenha percebido tal coisa. Esse saber, assim incrustado na preciosidade do dia-a-dia, pode ser invisível e passar despercebido às pessoas em geral, mas é profundamente tangível nas mãos de quem o alcança.

O verdadeiro conhecimento espiritual não está relacionado à capacidade intelectual de compreender conceitos abstratos. Ele é acessado internamente pela pessoa que tem os requisitos espirituais para recebê-lo. Pode ser acessado por um analfabeto ou por uma criança. Ter conhecimentos de filosofia ou ser capaz de discorrer com inteligência sobre questões eruditas ou ter uma argumentação eficiente em questões teológicas, nada disso torna uma pessoa apta a obter um ensinamento espiritual legítimo. Apenas as qualidades da alma são critérios realmente válidos. O “reino do céu” pode ser revelado às criancinhas e ser ocultado dos entendidos.

Fala-se em “sábia ignorância” em assuntos espirituais, e isso diz respeito àquela qualidade da alma que faz com que uma pessoa saiba o que é verdadeiro e o que é falso, de forma completamente natural, o que a faz repudiar informações corruptas, mesmo sem saber por quê; o que a faz ficar longe da falsa senda, por meio de uma proteção natural da qual nem mesmo tem consciência. Essa qualidade da alma faz uma pessoa caminhar entre lobos sem ser devorada e, estando perdida no meio de uma floresta escura, conseguir sair dali intacta, apenas seguindo a orientação interior. Há pessoas que vivem o Ensinamento mesmo sem saber que ele existe. Outras se resguardam instintivamente durante longa data, evitando abordagens espirituais falsas, até que um dia encontram o verdadeiro ensinamento e nele permanecem, sentindo-se em casa, como se já soubessem das coisas que encontraram.

Se uma pessoa encontrou a informação espiritual pela qual esperava, precisa agora decidir-se a torná-la viva na sua vida. Sem isso, terá a ilusão de ter encontrado a pérola preciosa. Mas na verdade, embora a tenha vislumbrado, não a possui.
 
A simplicidade do sábio 
 
O verdadeiro sábio é aquele que pratica o saber. Sem ostentar a profundidade do seu saber, sem nem mesmo achar que sabe tanto, ele não tem necessidade de mostrar-se erudito. E sua simplicidade, expressão da sua sabedoria, pode ser encontrada no olhar singelo que ele lança sobre um fato da vida.

A simplicidade da alma é uma virtude necessária ao estudante do conhecimento espiritual. O estudante deve ter em mente que para apreender realmente os legítimos ensinamentos espirituais, deverá praticá-los. E porque os pratica, o risco de distorcer sua compreensão torna-se pequeno. E nessa empreitada de praticar para compreender, ele acabará percebendo a inutilidade de ostentar o saber.  Praticar o saber torna a alma simples, humilde.

Esse assunto pode ser bem ilustrado pela história que encontrei na autobiografia de Iogananda.

“Numa ilha viviam três velhos eremitas. Eram tão simples, que usavam apenas esta oração: “Nós somos três. Tu és três. Tem piedade de nós.” Grandes milagres ocorriam no decurso desta ingênua prece.

O bispo da região soube da existência dos três eremitas e da sua inadmissível reza e decidiu visitá-los a fim de lhes ensinar as invocações canônicas. Chegou à ilha, disse aos eremitas que aquela súplica aos céus era indigna e instruiu-os em muitas orações usuais. A seguir, o bispo retirou-se num barco. Viu, ao longe, deslizando na esteira do navio, uma luz esplendorosa. À medida que ela se aproximava, distinguiu os três eremitas, de mãos dadas, correndo sobre as ondas no esforço de alcançar o barco.

- “Esquecemos as preces que nos ensinou,” gritaram eles, ao verem de perto o bispo. “E nos apressamos a vir pedir a repetição delas.”

O bispo, assombrado, sacudiu a cabeça, negativamente.

- “Meus queridos,” respondeu ele, humildemente, “continuem a viver com sua antiga oração.” 
1

Esta singela história poderá nos inspirar, quando a ânsia pelo sagrado nos impulsionar a buscar o conhecimento espiritual.
 
Falsos mapas
 
No universo do conhecimento espiritual, às vezes, deparamo-nos com falsos mapas. Uma informação espiritual correta pode ser mal compreendida e ter seu significado distorcido. Mas há informações espirituais errôneas, que funcionam como mapas falsos, e fazem o buscador embrenhar-se por caminhos que jamais o levarão ao seu destino. Depois de praticar incansavelmente todas as recomendadas disciplinas, depois de adestrar sua mente com as doutrinas que lhe são apresentadas como verdadeiras, o buscador poderá ter a sorte de perceber que comprou gato por lebre.

No vasto universo do conhecimento espiritual, há que se exercitar o discernimento na escolha dos caminhos a percorrer. Há lobos em pele de cordeiro e mentiras que são contadas como verdades. O objetivo é sempre desviar a atenção daquele que tem sede, tentando saciá-lo com algo que não tem a marca da verdade.

Seguir um falso ensinamento é como seguir os caminhos sugeridos por um mapa falso, pois o buscador não encontrará a arca do tesouro. No final de toda uma caminhada, perceberá que gastou seu tempo e suas esperanças perseguindo uma ilusão. Ficará marcado pela desconfiança e pelo medo e possivelmente, estará traumatizado o suficiente para repudiar o verdadeiro mapa quando este aparecer.

A ingenuidade é má companheira, usada por ardilosos enganadores da humanidade, para fazer cair na sua rede os puros de coração. O estudante dos Ensinamentos da Grande Fraternidade Branca deve acautelar-se em relação ao brilho da pérola falsa. No campo espiritual, assim como na vida prática, nem tudo o que reluz é ouro. O discernimento, a visão correta, a observação cautelosa podem ser companheiros valiosos nos primeiros tempos de estudos espirituais.
 
 

Veja também

A busca da pérola de grande valor

Consciência das massas

A Vida Espiritual: por trás dos Mitos

Viver o Ensinamento

 


1 YOGANANDA, Paramahansa. Autobiografia de um iogue. Tradução de Adelaide Petters Lessa. São Paulo: Summus.1981, p. 255.
 

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