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A Oração dos Ipês

 

Saí cedo de casa naquela manhã. Dia claro, sem nuvens. Um daqueles dias de outono inocentes e meigos, sem calor e sem frio. Andava a pé em direção ao alto da Afonso Pena, absorvida em rezar. Depois me distraí pensando na vida e nos compromissos. Nem percebia quem passava do meu lado. Foi quando algo macio caiu no meu ombro que acordei assustada. Era uma flor lilás que do ipê, antes de cair no chão, tinha feito o traslado pelo meu ombro. E o solo era já um tapete de clara cor violeta dando alegria no entorno.

Aquela visão abriu meu coração. Que pintor e escultor maravilhoso é Aquele que criou os ipês! Comecei a sorrir, grata pela mensagem matutina daquela flor. E assim comecei a dedicar minha atenção aos ipês que em fileira perfeita, como uma coluna vertebral florida enfeitavam o centro e os lados da avenida. Os ipês! Altos, mais de dez metros e todos tesos para o céu. Suas flores abertas como cálices se entregavam para cima, mas, para nós, para a terra, deixavam cair apenas as mais fracas, já murchas ou quase, já cansadas de sua oferenda. Também aquela que caiu no meu ombro era uma flor já provada por sol e sombra, chuva e sereno, orvalho e mormaço. 

Como me pareceram belos, solenes, altivos e dignos aqueles ipês! Reis da avenida, porém solitários, pois sua vida transcorria no alto, onde as flores imergiam-se no azul do céu. Pareceu-me, então que uma sinfonia se desprendia das flores, uma música também oferecida ao alto e que reverberava embaixo com ecos tardios e quase inaudíveis. Parei. A cabeça e os olhos voltados para cima, para a frondosa copa e as flores reunidas em meigos ramalhetes esparsos numa circunferência ampla. “Eles dialogam com o céu,” pensei. “Eles dialogam com Deus, eles rezam agradecendo a beleza que receberam e a perfeição da cor e da flor, da dignidade e da altivez”. Senti que, à diferença de nós seres humanos, os ipês sabiam agradecer a vida com simplicidade e também doar-se com a mesma singeleza, conferindo beleza e paz aos nossos dias. Que generosidade, que amorosidade, que graça nos ipês! Contagiada por eles, uma oração despontou também em meu coração, grata por tudo que o Pai tinha colocado ao meu dispor e de toda a humanidade.

Repentinamente um tipo de trinado quebrou meu recolhimento. Olhei ao lado. Uma mulher, destas jovens e simples que saem de manhã cedo para deixar o filhinho na creche, estava parada no ponto de ônibus. Carregava no colo uma criança de uns dez meses. A criança vestia um macacãozinho já descolorido com um capuz que lhe cobria a cabecinha. Não dava para saber se era menina ou menino. Mas era a posição da criança que despertou minha curiosidade. Estava em pé, no colo, de frente para a mãe que a sustentava com os braços em volta da pequena cintura. A criança estava toda jogada para trás, olhando para trás e para o alto e ria e cantava como um passarinho. Foi com grande surpresa que constatei o seguinte: estava olhando para a copa do imenso ipê mais próximo. E contagiava alegria a pequena criança, olhava e soltava aquele trinado ou som de pássaro recém-saído do ninho, encantado com o mundo em sua volta. Sim, olhava o ipê e o saudava do seu jeito, como que reconhecendo as cores, a sinfonia, a canção e a oração do ipê. 

Naquele início claro de um dia claro éramos eu, a criança e os ipês unidos na fascinação de algo que nem a mãe, nem quem passava podia saber. Os ipês estavam rezando. Soltando um hino de louvor para o Criador. A criança fazia pouco havia morado na mesma Casa do Pai-Mãe e reconheceu o ipê, reconheceu o milagre que vinha da mão de Quem fez todas as coisas boas. E ria a criança e eu enternecida, com vontade de chorar de júbilo, de reconhecimento e gratidão. 

O ônibus chegou. A mulher embarcou. Foi-se a criança-pássaro. Permaneci debaixo dos ipês em meditação, considerando como os ipês sabiam rezar e agradecer sua vida. 

Foi um dia de aprendizado para mim. Ficou no coração o trinado da criança e a canção-prece dos ipês.

Luisella Ancis
Junho 2013

 

 


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