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Instituições Irmãs

 


Discurso de Fátima Soraggi
 

por ocasião da 5ª Confraternização das Instituições Espiritualistas, Filosóficas e Religiosas de Belo Horizonte, em 6 de maio de 2012


 

Prezados amigos das instituições às quais chamamos irmãs,  

Nosso planeta vive um momento de grande instabilidade e profundas transformações. A humanidade está em conflito, luta pela sobrevivência, sofre, parece estar sem rumo. O mundo está se tornando um lugar cada vez mais inviável para se viver.  Por um lado, o egoísmo, a violência, o medo, os conflitos que vemos manifestados em tão grande escala, fazem-nos pensar que não há esperança. Por outro lado, muitos, em toda parte, procuram manter acesa a chama da esperança.

Nós, que nos reunimos nesta manhã, somos parte desse grupo que busca, que tem esperança e que procura soluções para o futuro. Percebemos uma urgência no ar, convocando a humanidade para repensar sua forma de ser.  Procuramos fazer o que podemos para garantir para todos o futuro no qual acreditamos, um tempo de paz e fraternidade.  

Ficamos especialmente felizes e confortados por nossas instituições estarem unidas neste momento em que a paz se faz tão necessária para a sobrevivência do nosso planeta. Nossas semelhanças, tão grandes, tornam-nos instituições irmãs e nossas diferenças, tão importantes, trazem a complementaridade que faz nossa amizade fecunda para todos.

E como surgiu a idéia desta confraternização que estamos vivendo?

Essa confraternização nasceu de um desejo de unidade entre instituições que tivessem como missão a construção de um futuro de paz para a humanidade, e hoje já estamos celebrando o nosso 5º Encontro.

Iniciamos esta jornada quando a instituição que represento começou a procurar pelas instituições às quais chamamos irmãs, em busca de amigos que também estivessem trabalhando por um mundo melhor. Assim como as instituições aqui representadas, o Instituto Aura Mater tem na sua essência esse desejo de paz, de fraternidade, de unidade. Nossa busca nos levou a muitas cidades. Visitamos templos, conversamos com grupos e pessoas. Participamos de celebrações, cultos e reuniões de instituições diversas.

No início de 2009, recebemos um telefonema do Sr. Luiz Sabóia, de Curitiba, que, sabendo do nosso interesse pelo assunto, convidou-nos para uma reunião durante a qual várias instituições da sua cidade estariam presentes. Fomos a Curitiba. A partir daquela reunião, que até então acontecia anualmente, houve a proposta para que o grupo passasse a se reunir mensalmente, de tal forma que cada um dos encontros fosse patrocinado por uma das instituições ali presentes. Prontamente nos oferecemos para sediar em Belo Horizonte a reunião de setembro. Em junho, voltamos a Curitiba, por ocasião da reunião realizada pela Ordem Rosacruz e novamente fizemos alguns contatos com alguns grupos espiritualistas daquela cidade. 

Foi assim que, em setembro de 2009, recebemos para a primeira confraternização algumas instituições de Curitiba e reunimos outras nove sediadas em Belo Horizonte e uma em São Lourenço. Alguns meses depois, a Ordem Rosacruz ofereceu-se para anfitrionar as instituições no próximo encontro e assim ocorreu a segunda confraternização. Depois foi a vez do Centro de Budismo Tibetano,  em seguida a Unipaz e agora a Fé Baha’i.

Logo no início, percebemos o quanto era importante visitarmos as instituições no seu próprio espaço, procurando conhecer seus princípios, as pessoas, conversar sobre nossos pontos em comum e sobre o que temos de peculiar. Assim, estabelecemos que a instituição anfitriã deve ir ao encontro das outras instituições para conhecê-las. Formamos uma pequena comitiva fraterna, integrada por membros das instituições que já recepcionaram e da próxima que irá recepcionar e vamos ao encontro das outras instituições. São momentos ricos, felizes, que deixam no coração um sentimento de alívio e esperança. Enfim não estamos sós. Podemos falar abertamente de ideais que nos são caros, sentindo que estamos entre amigos.

Após esse período de visitas, realiza-se então o encontro de todas as instituições.  É o momento em que a instituição anfitriã se apresenta às demais. Nesse dia, não nos reunimos para falar de nós, mas para conhecer a instituição que nos recebe. É um momento para exercitarmos nossa generosidade e manifestar nosso altruísmo.

Percebemos que este modelo que criamos não comportaria inúmeras instituições, mas, pelo menos inicialmente, esse pequeno número poderia tornar viável a unidade e a amizade entre nós. Com isso, estamos conseguindo mais que um encontro semestral: conseguimos criar vínculos de amizade e solidariedade entre os grupos participantes.

E quando o dia da confraternização passa, sempre recebemos convites para novamente estarmos juntos. O pós-encontro é feito de outros encontros.

De todos os assuntos que têm sido constantes durante as visitas, reuni 3 deles para expressar neste dia.  

Primeiro: Fazemos parte de um mesmo Corpo Místico.

Reconhecemos que somos um só corpo, com toda a diversidade de funções, partes e formas próprias de um corpo. Chamamos este corpo de Corpo Místico.

Assim como as várias partes do nosso corpo têm seu lugar e sua função para garantir a unidade do todo; assim como a floresta abriga uma fauna e uma flora variadíssimas, e nela, cada qual tem seu papel para garantir a unidade do ecossistema; assim como os músicos de uma orquestra tocam os mais variados instrumentos, gerando uma sinfonia, assim também as instituições, pequenos organismos vivos dentro da sociedade, desempenham suas diversificadas funções no todo. Sem a unidade entre essas partes que devem ser complementares, corremos o risco de jamais concretizarmos o Corpo Místico que somos na essência. Isso seria nossa destruição como partes e a impossibilidade de manifestarmos a unidade que é a razão de estarmos juntos num mesmo lar planetário.  

Segundo: Nossa identidade única e peculiar é nossa oferta ao todo do qual fazemos parte.

Cada uma das nossas instituições tem sua peculiaridade, sua nota-chave, sua identidade única.  Por causa justamente das nossas particularidades, podemos oferecer ao todo aquilo que somos, e, participando da comunidade formada por todos, desfrutamos daquilo que nos falta e que nos é oferecido pelo outro. Sozinhos, somos apenas uma parte separada do todo, ainda que momentaneamente una em si mesma. Somente unidos, formaremos o corpo maior, que é muito mais que a soma de todos nós. Nossas diferenças nos completarão, se soubermos nos respeitar e conviver amorosamente. Podemos viver a unidade na diversidade de expressões da vida.

Terceiro: Somos muito semelhantes; temos uma origem única.

Acreditamos que nossas instituições têm uma única origem e que os princípios essenciais que as norteiam são os mesmos, cada uma atendendo às necessidades de um tempo, de uma cultura, de um povo; elas nasceram num contexto histórico, embora, na sua origem, seus  princípios essenciais transcendam o tempo e a cultura.

Acreditamos que, por meio de cada uma das instituições espiritualistas, filosóficas e religiosas, tem sido transmitida uma mensagem específica à humanidade que, somada às mensagens das outras, compõe uma única mensagem universal, na qual os temas se inter-relacionam e se completam.

Mais ainda, compreendemos que este mesmo conceito pode ser estendido a instituições aparentemente mundanas, que se ocupam em dignificar a vida na Terra. Organizações com fins ecológicos, científicos, econômicos, educacionais, cívicos; que se ocupam da história, da saúde, das artes, da justiça, da ciência, do desenvolvimento social, entre outras. Quando fidedignas nos seus princípios e corretas na sua expressão, são vistas por nós como aliadas, parceiras na construção de um futuro digno para a humanidade.

Observando com olhar atento as várias atividades dos homens, compreendemos que todas elas são complementares. E que, quando dignificadas pelas virtudes, essas atividades aparentemente profanas, são, na verdade, a manifestação mais desacelerada da energia divina na Terra, o que as torna especialmente sagradas. Compreendemos que cada uma delas é parte de um mesmo Corpo Místico e que, dentro desse Corpo, têm uma missão específica.

Acreditamos que a solidariedade deve estar presente entre essas instituições e pessoas; que entre elas deve haver um intercâmbio saudável, tendo-se em vista não só o complemento que podem representar umas para as outras, mas também a melhor expressão de um serviço de maior alcance para a humanidade.

Meus amigos, penso que posso falar em nome de todos aqui presentes e dizer o quanto estamos felizes por termos encontrado nossos pares, por saber-nos parte de algo maior, por partilhar um nobre ideal coletivo.

Nossa presença aqui, hoje, é um gesto que significa nossa ruptura com o egoísmo, com a comodidade do nosso restrito mundo institucional. Significa que olhamos para os lados e vimos que existem outros. Não só que não estamos sozinhos, mas que existem outros que comungam com nossos ideais mais elevados. Estamos no mesmo barco. O futuro da humanidade é espiritual. O futuro da humanidade necessariamente está vinculado ao que nossas instituições são, ao que fazem e como se comportam. Somos a promessa para o futuro. Devemos tomar posse desse ideal, para torná-lo manifestado.

Meus amigos, uma jornada como esta que iniciamos juntos não é fácil. Se fosse, o mundo estaria numa outra situação. Porque, embora nosso desígnio seja a unidade, para manifestá-la teremos que vencer todas as forças que se contrapõem a ela no nosso íntimo. Essa nossa iniciativa exige de cada um de nós atravessar as paredes que nos separam uns dos outros. Embora isso seja simples, na prática tem se tornado inviável pela humanidade.

Portanto, seguir esta intenção exige de nós um trabalho árduo de transposição de barreiras, um esforço determinado para, altruisticamente, rompermos com o egoísmo institucional, o individualismo da nossa fé. E mais, precisamos fazer isso sem perder nossa identidade; pelo contrário, precisamos fortalecê-la com dignidade e generosidade, no contato com os irmãos. Isso tudo exige um grande trabalho interior.

Penso ser importante que possamos oferecer generosamente aquilo que cada uma das nossas instituições tem de mais elevado, para que possamos dizer, juntos, que estamos lançando na terra uma pequena semente de unidade na diversidade. Embora pequena, que essa semente seja forte, saudável e promissora, nossa dádiva para o futuro de paz pelo qual ansiamos.

Neste momento, trago, com reverência, a lembrança dos nomes pelos quais são conhecidos os elevados seres espirituais que inspiram os caminhos dos homens. Jesus, Sidarta Gautama, Krishna, Kuthumi, Saint Germain e todos os elevados seres que há tanto tempo dignificam a vida na Terra com sua luz.

É momento de agradecermos e reverenciarmos o magnífico trabalho iniciado e desenvolvido por aqueles que, seguindo inspirações elevadas, deram forma às instituições as quais temos a honra de servir. Entre outros, trazemos à lembrança, com gratidão, os nomes de Nicholas Roerich, Sri Aurobindo e a Mãe, Pierre Weil, Spencer Lewis, Mark e Elizabeth Prophet, Tokurara Miki, Sri Ramakrishna, Swami Vivekananda e Sri Sarada Devi, Chagdud Tulku Rinpoche, Helena Blavatsky.

Em especial, é momento para agradecermos e reverenciarmos a presença de sua santidade Bahá'u'lláh, de cujo coração surgiu a Fé Baha’i. A Ele nossa gratidão pelos seus ensinamentos que iluminaram a humanidade.

Que a bênção celestial inspire e oriente esta nossa confraternização.


 


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