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Ensinamentos da Grande Fraternidade Branca

Rituais e Orações Para Um Novo Tempo

Pessoas Unidas Para Uma Missão









 

 

04. TODOS OS RIOS LEVAM AO MAR

 
“Como muitos rios, com suas nascentes em lugares diferentes, carregam suas águas para o mesmo mar, também, ó Senhor, as várias veredas trilhadas pelos homens de várias tendências, por diversas que sejam, ou curvas ou retas, todas levam a ti.” BhagavadGita
 
 
O HOMEM EM BUSCA DE DEUS 
 
O despertar do homem para Deus é gradual. No início, difusos sinais espalhados pelo caminho vão revelando a ele que, além do que ele vê e toca, há algo transcendental, que, embora impalpável e invisível, lhe parece real. O homem vai percebendo que a comunidade da qual faz parte privilegia momentos, separados das práticas comuns do dia a dia, quando todos seguem determinados comportamentos ritualísticos, adotando ares reverentes diante de invisíveis realidades sagradas. Ele relaciona isso com Deus.
 
A própria vida e seus enigmas, a perplexidade diante do desenrolar incompreensível dos fatos à sua volta, a inexorável força com que as coisas naturais da vida vão ocorrendo, à mercê do que se poderia desejar, o mistério das estrelas no céu, a beleza da flor se abrindo, o nascimento de uma criança, o assombro diante de pequenas e grandes coisas que lhe parecem inexplicáveis... essas coisas vão fazendo o homem perguntar e buscar respostas.  
 
Nessa busca, ele volta-se para si mesmo. Ele perscrutará, então, incansavelmente, os recônditos mistérios do seu ser; investigará o seu íntimo, buscará leis e paralelos. Poderá então concluir que quando conhecer a si mesmo conhecerá o universo, que ao buscar as respostas mais essenciais, acabará por encontrar Aquele que o criou. O buscador sábio procurará por Deus dentro de si mesmo e observando a natureza e suas leis. Chegará a Deus observando a criação.
 
Mas o homem pode ser arrebatado por Deus, capturado por mãos poderosas e, apesar da sua aparente insignificância, pode lhe ser dado conhecer a própria essência que move o universo. O místico encontra Deus assim. Deus o eleva ao seu próprio coração, de onde ele pode então contemplar, como num camarote onipresente, o espetáculo da vida nas galáxias, o intenso movimento da vida no microcosmo, o nascer e o morrer das estrelas. No arrebatamento místico, as ilusões deixam de existir e o homem encontra a verdade, face a face. E então, sorve da fonte o néctar do conhecimento. O buscador místico encontrará Deus quando mergulhar no êxtase místico.
 
Quando a ignorância do homem e da sociedade é tal que muito tempo teria que se passar até que vislumbrassem sinais mais compreensíveis da Sua presença, Deus vem e se revela. Pronuncia palavras, nomeia o que até então era ignorado, torna acessível o que parecia fora do alcance do homem, abre um túnel na escuridão do pequeno entendimento do homem, derrama o conhecimento e o faz registrar os sinais do mundo transcendente. O profeta, o mensageiro, vivem da revelação. O conhecimento lhes é revelado e então é oferecido para iluminar os caminhos dos homens.  
 
A arte, a ciência, a filosofia, a profissão, o vento, um pássaro...tudo isso pode tornar-se a janela por meio da qual o homem enxerga o caminho para o infinito. Essas janelas, no entanto, nada revelam àquele que não despertou para as coisas do espírito. O homem que não despertou poderá olhar pela mesma luneta que revelou ao outro a face estrelada de Deus e nada ver. E poderá até mesmo justificar suas buscas fracassadas concluindo que nada existe além do que seu olhar encontrou. 
 
 
TODOS OS RIOS LEVAM AO MAR
 
As religiões são caminhos para Deus. Caminhos percorridos pelas multidões ao longo do tempo, caminhos conhecidos, estruturados, organizados. Apresentam ensinamentos, oferecem ritos, defendem valores, organizam a forma de viver e congregam os que caminham por sendas semelhantes. Poucas coisas na vida são tão emocionantes de se ver quanto a jornada da humanidade para Deus, através das religiões. 
 
Gente simples olhando com fé aquilo que lhe fala do mundo espiritual, os olhos sofridos deixando cair uma lágrima enquanto os lábios murmuram uma prece, os eruditos se prostrando com reverência diante de um símbolo sagrado, as multidões em procissão cantando hinos e acompanhando suas imagens sagradas, como crianças, na sua credulidade simples. 
 
Templos, os mais variados, manifestações suntuosas ou singelas da fé, presentes em todas as culturas. Igrejas, sinagogas, mesquitas, basílicas, mosteiros, catedrais: lugares feitos o encontro com Deus, lugares onde os homens vão, na sua ingênua e dedicada fé, quando querem estar mais perto de Deus, fazer seus pedidos, agradecer, invocar, sentir-se amparado pelas mãos do Todo-Poderoso. 
 
Fiéis de todas as religiões memorizando longos textos sagrados, fazendo deles o seu farol, o seu mapa e o seu alimento. Locais de peregrinações, eleitos ou descobertos como terra santa, onde o devoto sonha estar um dia. Peregrinos saindo em longas viagens para pisar aquele mesmo chão por onde, um dia, um santo caminhou ou onde o um milagre revelou algo que transcende o mundo visível. 
 
Livros sagrados minuciosamente ilustrados, escritos com ouro, capas cravejadas com pedras preciosas. Antigos pergaminhos, quase desfeitos pelo tempo, guardados com dedicação. Ou velhas brochuras familiares, milhares de vezes abertas, marcadas pela história de tantas mãos que viraram suas páginas sagradas. 
 
Festividades religiosas para as quais se dirigem famílias inteiras; devotos com suas roupas de festa, entoando cânticos e mantras; tendas, caravanas, ônibus apinhados de gente. Sacerdotes, monges, freiras, padres, rabinos, gente consagrada dedicando suas vidas para intermediar entre Deus e os homens. Islamismo, cristianismo, budismo, confucionismo, induísmo, judaísmo, taoísmo, sikismo, jainismo, zoroastrismo: os nomes variam. Mas o fenômeno religioso é sempre o mesmo. O homem sempre encontrará uma forma de reverenciar o seu Deus e de falar com Ele.
 
O misterioso e imenso mundo das religiões é uma demonstração de como, na variedade de formas com que expressam sua espiritualidade, os homens acabam se encontrando no final da caminhada. Quando encontram Deus, seja pela meditação, por meio do êxtase místico, no samadhi, na ascensão ou qualquer que seja a forma de chegar, quando chegam, enfim, é sempre o mesmo Deus que encontram. 
 
 
O DIÁLOGO ENTRE OS DIFERENTES
 
A história da humanidade registra muitos conflitos entre homens e povos de diferentes religiões. Os princípios espirituais comuns a todas as religiões parecem distantes e esquecidos, quando, com sua ganância pelo poder, levados pela prepotência, pela intolerância ou narcisismo, os homens se lançam uns contra os outros para defender o que eles chamam de “sua fé”. As semelhanças – tantas! – em torno das quais se poderiam construir alianças e fraternidades, passam despercebidas. As diferenças, essas sim, têm sido infelizes pontos de discórdia, discriminação e aversão entre povos e pessoas. 
 
Em todo o mundo, no entanto, os líderes das diferentes religiões têm se encontrado em busca do diálogo e de paz. Têm, publicamente, levantado bandeiras que são a esperança de milhares de pacifistas. Falam de respeito entre os homens de diferentes religiões. Falam de diálogo e dão o exemplo. Explicam sobre sua compreensão de que as religiões não precisam se unir numa só, universal, mas que podem ser vistas como complementares. Acreditam que a paz no mundo depende da paz entre as religiões e que a paz entre as religiões depende do diálogo entre as religiões. Estabelecem entre si um diálogo que visa compreender as singularidades da crença do outro, sem que, nessa troca de conhecimento, se perca a sua própria crença. São pessoas com crenças diferentes empenhadas num intercâmbio respeitoso e maduro.
 
Esse mesmo diálogo e a boa vontade precisa existir entre os membros de uma mesma religião. Muitas vezes observamos o desentendimento entre as pessoas que comungam de uma mesma religião, que divergem entre si num ou noutro ponto doutrinário e que por isso criam verdadeiras disputas pela posse da verdade. Em última análise, onde houver pessoas diferentes – e todas são - haverá opiniões diferentes sobre um mesmo assunto e com isso aumenta a possibilidade da disputa, dos jogos de poder, da discriminação, da crítica, se não houver um esforço contínuo pela paz, apesar e por causa das diferenças. Não é necessário que todos tenham a mesma opinião, mas é necessário que todos se respeitem e vivam como irmãos. 
 
 
AS DIFERENTES PARTES DO TODO
 
Os homens não percebem, muitas vezes, que se assenhoram de partes da verdade achando que tem o todo nas mãos. Como no caso do elefante. 
 
Dizem que um dia, vários cegos estavam apalpando um elefante. Um deles, tocando o marfim, dizia: “o elefante é um animal duro e liso.” O outro, pegando a pele, dizia: “não, o elefante é um animal mole e enrugado.” Outro cego, dizia, ao pegar na perna: “ora, um elefante é um animal comprido.” Apenas uma pessoa que estivesse olhando para o elefante inteiro perceberia que o elefante é feito de cada uma dessas particularidades e que os cegos não estavam errados, apenas limitados na sua percepção. 
 
Uma rosa branca continuará sendo sempre uma rosa branca, independentemente de como é chamada nos diferentes idiomas. Seu nome poderá mudar, mas ela será sempre uma rosa branca. O nome de Deus pode mudar, de religião para religião, mas Deus é sempre o mesmo. Os fenômenos espirituais, comuns a todos os que têm uma crença religiosa podem ser nomeados e estudados de formas diferentes, mas serão sempre os mesmos.
 
Se olhássemos o conjunto formado por todas as religiões, não teríamos um todo onde as partes seriam complementares? No conjunto, não seriam como uma grande orquestra formada por distintos instrumentos e músicos, executando a mesma grande sinfonia para Deus? Seria possível pensarmos que cada religião aprimorou-se na manifestação de determinados atributos divino em maior evidência que outra? Poderíamos pensar que as religiões são complementares? 
 
As diferenças não precisam causar divisões. Admitir as limitações do nosso conhecimento leva-nos a iniciar diálogos. Conhecer as diferenças fundamentais entre as tradições religiosas pode tornar-se um exercício valioso para os fiéis de cada religião, de forma que eles aprenderiam o respeito mútuo sem deixar de reconhecer o valor de sua escolha religiosa pessoal. Não se trata de fazer um coquetel de religiões nem de se tentar chegar a um denominador comum, mas de exercitar-se o respeito e a convivência pacífica entre os diferentes. 
 
Assim como as várias partes do corpo – tão diferentes entre si – convivem e dependem umas das outras para promover o bom funcionamento do organismo como um todo, a humanidade pode se ver como um corpo místico, onde todas as culturas, com suas religiões e formas de vida podem conviver harmoniosamente.
 
É natural ao homem ter uma determinada religião. Ele escolhe ou é levado a ter uma religião, dentre todas as outras, por questões geográficas, de grupo social, de família, de afinidade ou em decorrência da experiência que precisa ter na vida. Tensin Gyatso, o Dalai Lama, considera que todo homem deve ter a sua religião, embora ter uma religião não seja essencial para a sua evolução. Ele acredita que, mesmo que outras religiões lhe sejam simpáticas, mesmo que aprenda com todas, o mais saudável é que cada homem tenha a sua religião. Ele diz: “essa direção única não significa, porém, estreiteza mental, mas pode reforçar a tolerância e a receptividade a outras vias e assim promover a equanimidade da mente. A intenção única dá origem a uma tolerância genuína cheia de curiosidade pelos outros caminhos e vias.”  1 
 
O Dalai Lama também diz: “O cultivo do amor e da compaixão é a verdadeira essência de todas as crenças. O importante é que em sua vida diária, você pratique as coisas essenciais e, nesse nível, quase não existe diferença entre budismo, cristianismo, judaísmo, islamismo ou qualquer outra fé. Todas elas focalizam o desenvolvimento, o aperfeiçoamento dos seres humanos, o sentimento de fraternidade e de solidariedade. Nesse sentido, as diferenças entre as religiões não são de maneira alguma essenciais.”  2
 
Por outro lado, tendo sido esculpidas por homens imperfeitos, as religiões apresentam distorções e lacunas relacionadas com a verdade, em um ou outro ponto. Mas isso é compreensível. Homens imperfeitos não poderiam gerar religiões perfeitas. Mesmo que as religiões tenham sido inspiradas por Deus, os homens é que deram a forma a cada uma delas. Mas mesmo com suas distorções, as religiões ainda são o que há de melhor para aproximar as multidões do seu Deus. São caminhos válidos, organizados para apresentar opções ao homem que deseja percorrer uma estrada que o leve a Deus. 
 
Porém o caminho para Deus não passa necessariamente pelas religiões. Paralelamente às religiões, a humanidade encontrou, ao longo do tempo, outras sendas para sua elevação espiritual. De modo geral as religiões são caminhos explícitos, com estruturas bem conhecidas e com mensagens que podem facilmente ser compreendidas pela maioria das pessoas. Alguns conhecimentos espirituais são inacessíveis a essa maioria e são guardados por grupos de pessoas e instituições que se dedicam ao seu estudo e à manutenção desses conhecimentos ao longo do tempo, até que os mesmos possam ser compreendidos pela humanidade em geral. Com isso, formaram-se “escolas” de conhecimento espiritual, que existem na Terra há muito tempo, e que tem como missão preservar o conhecimento espiritual para a humanidade do futuro. Aos poucos, na medida do possível, esse conhecimento tem sido disponibilizado para a humanidade. Isso tem sido feito de forma cautelosa para evitar-se que a pouca compreensão dos mesmos possa gerar interpretações estranhas à sua essência. 
 
 
UMA ÚNICA ORIGEM
 
Segundo os Ensinamentos da Grande Fraternidade Branca, as religiões têm uma única origem e os princípios essenciais que as norteiam são os mesmos. A palavra de Deus, eterna e única, procura, no entanto, atender aos limites e características de cada época e de cada povo, para alcançar todos os homens. Assim, cada religião atende a necessidades de um tempo e de uma cultura e nasce num contexto histórico, embora, na sua origem, seus princípios essenciais transcendam o tempo e a cultura. Por meio de cada religião é transmitida uma mensagem específica que, somada às mensagens das outras religiões, compõe uma única mensagem universal, em que os temas se inter-relacionam e se completam. 
 
No atual momento da história da humanidade, a pluralidade de religiões ainda é uma necessidade, por causa da diferença entre os povos e das grandes diferenças evolutivas entre as pessoas. 
 
No decorrer da sua história, cada religião teve interferências humanas nefastas, que distorceram alguns dos seus princípios essenciais. Essas distorções do conhecimento espiritual estão presentes em todas as religiões, sem exceção. E o comportamento moldado pelos homens para manifestar sua religiosidade, em muitos casos, acabou deturpando ainda mais a visão da verdade original. 
 
Apesar disso, a religião continua sendo um caminho válido para os homens entenderem a si mesmos, elevarem-se e viverem com dignidade. Apesar das suas diferentes escolhas religiosas, o ideal é que os homens vivam como irmãos, respeitando suas diferenças, completando-se e unindo-se no que têm de semelhante. Esse respeito mútuo e a habilidade de viver sem conflitos é essencial para o futuro da humanidade. 
 
 
1DALAI LAMA. O Dalai Lama fala de Jesus – os ensinamentos de Jesus, segundo o budismo.. Tradução de Alayde Mutzenbecher. 2ª ed. Rio de Janeiro: Fissus Editora.2003. Pág.96.
2 www.dharmanet.com.br

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